Carta nº 5
Boa tarde Vô, ao tempo que não venho aqui. Um mês, já viste? Entre correrias e meias correrias tenho-me mantido longe da dor que ainda vive no meu peito. Como sabes, encontrei alguém que me ouve, entende a dor de te ter perdido e me dá carinho. Aquele carinho bom que tu sabes que eu preciso. Sempre mimocas, tu sabes. Mas como disse à um mês, isto só pode ter mão tua, e agora tenho cada vez mais certezas disso. De que me ajudaste a deixar para trás quem me fazia mal, e só Deus sabe o quão forte tive de ser para não voltar ao mesmo. Mas é como digo, só pode ter mão tua. A tua morte deu-me uma força enorme de viver, uma vontade enorme de me superar e ser melhor! Porque de certa forma, devo-te isso. Devo-te todas as vitórias e superar as derrotas. Não deixes que ele também se vá embora, sabes o quão me faz bem. Guia-me aí de cima que eu vou deixar-te orgulhoso cá em baixo. Prometo. E prometido é devido. Adoro-te e tenho saudades tuas. Com amor, par...